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Startup: entenda o que é e como funciona!

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Startup: entenda o que é e como funciona!

Equipe Techpreender
Escrito por Equipe Techpreender em 29 de dezembro de 2020
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Primeiramente, você sabia que em 2019 existiam 12.700 startups no Brasil? Isso mesmo! Segundo a  Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em comparação com 2018, houve um crescimento de 27%. Hoje, esse número deve estar exponencialmente maior, já que a criação de startups é uma tendência no país, em especial, na área de tecnologia.

Se você pretende ser um techpreendedor, é muito importante conhecer o funcionamento das startups. Pensando nisso, separamos neste texto as principais informações sobre elas para que você possa compreender a importância desse tipo de negócio. Continue a leitura e confira!

O que é uma startup?

Você conhece o Ifood, o Nubank, o Netflix ou o Uber? Esses são exemplos de empresas que começaram como startups. Mas, afinal, o que é uma startup? É uma empresa jovem com um modelo de negócio inovador, escalável e repetível com grande potencial de crescimento. Sua principal característica é a escalabilidade, pois ela busca crescer (nem sempre consegue) de maneira exponencial sem aumentar proporcionalmente os seus custos.

Normalmente, as startups utilizam modelos de negócio totalmente novos que nunca foram testados ou, ainda, adaptam um modelo usado em outro segmento. Por isso, esses empreendedores assumem alto risco, já que não é possível, em primeiro momento, saber se o negócio vai dar certo ou não. Então, podemos afirmar que as startups surgem em cenários de incertezas e instabilidades. 

Essas empresas são conhecidas por criar inovações disruptivas, ou seja, elas desenvolvem soluções que ainda não existiam para determinadas necessidades da sociedade. Por exemplo, o Nubank inovou na área de serviços financeiros, quando utilizou a tecnologia para facilitar o acesso das pessoas à abertura e a movimentação das suas contas bancárias.

É importante destacar que as startups não precisam estar necessariamente associadas aos recursos tecnológicos, já que existem empresas inovadoras que podem criar produtos e serviços sem o emprego direto da tecnologia da informação. Neste caso, podemos citar como exemplo as startups que promovem a alimentação saudável sem carne, como ClearMeat, MushLabs, LegenDairy Foods, Greenwise e Better Nature.

Também existem exemplos dessas startups na área da medicina, como Garwood Medical Devices, Parasym Health e Signum Surgical. Ou, ainda em outras áreas e segmentos, como Apostrophe (beleza), Raw Apothecary (beleza), New Story Charity (caridade), SunFarmer (energia solar), Immunity Project (vacina do HIV) e Shasqi (cura do câncer).

Por fim, comparando as startups com as empresas tradicionais podemos indicar duas diferenças muito marcantes. A primeira é que elas dependem do capital de investidores e não de empréstimos e doações. Já a segunda diferença, é que as startups nascem com uma estratégia final, ou seja, é necessário planejar como os investidores serão recompensados durante o seu funcionamento e depois que ela for vendida ou fundida a outra empresa.

Quais são os tipos de startups?

Os tipos de startups podem ser classificadas quanto ao setor ou quanto ao modelo de negócio. Em relação ao setor, temos startups que são denominadas de acordo com o seu segmento de atuação, como as Fintechs que atuam na área financeira ou, ainda, as Edtechs que criam produtos e serviços para o segmento educacional.

Já quanto ao modelo de negócio, existem as startups: o B2B (Business to Business) que atendem apenas empresas, o B2C (Business to Consumer) que oferecem soluções para o consumidor final, o B2B2C (Business to Business to Consumer) que fazem parceria com outra empresa para atender o consumidor final e o O2O (On-line to Off-line) que vendem produtos e serviços no on-line para serem usados off-line.

Além disso, vale destacar os modelos de negócio mais inovadores, como o SaaS (Software as a Service) que automatiza por meio de tecnologia um determinado processo que anteriormente era realizado de maneira manual, neste caso podemos citar como exemplo de startup o Nubank. Também temos o modelo marketplace adotado pelo Ifood, no qual a empresa conecta a oferta e a demanda cobrando por essa intermediação.

Como funciona uma startup?

O projeto de uma startup inicia após a análise do mercado para identificar uma demanda da sociedade que ainda não é atendida pelas empresas existentes. Em seguida, essa necessidade dá origem a uma solução inovadora, que, por sua vez, é colocada em prática por meio da criação de um protótipo.

O próximo passo é o lançamento da solução no mercado e a avaliação da sua aceitação por parte do público-alvo. Essa resposta indicará se o projeto da startup deu certo ou não. Em caso positivo, ela continua crescendo com a ajuda dos investidores ou clientes-anjo até se tornar uma empresa consolidada. Caso contrário, o projeto precisa ser revisto para identificar os erros e aplicar as ações de melhoria.

Vale destacar que a startup é projetada para ser um negócio escalável, pois ela precisa encontrar formas para aumentar a sua receita sem alavancar os custos na mesma proporção. Porém, essa procura constante pela escalabilidade e pela inovação, demanda grandes somas de recursos financeiros para que ela se torne rentável. Nesse contexto, infelizmente, existem startups altamente inovadoras que acumulam prejuízos imensos, como o Uber e o Nubank.

É por este motivo que as startups estão associadas aos investidores, pois são eles que pagam pelos prejuízos que elas acumulam até chegarem ao ponto de equilíbrio e posteriormente ao lucro. Por isso, apesar de altamente atraentes, nem sempre esse tipo de empresa é a melhor opção para as pessoas que pretendem iniciar a sua jornada no techpreendedorismo.

Por que startups são importantes?

Os modelos de negócio disruptivos criados pelas startups impactaram a vida das pessoas e das outras empresas. Esse movimento impulsionou o surgimento de uma nova economia, que, por sua vez, transformou a maneira como alguns processos eram executados. Dessa forma, produtos, serviços e processos engessados se tornam rapidamente obsoletos.

Portanto, as startups são responsáveis pelo futuro de um país, já que oferecem soluções inovadoras para resolver problemas que preocupam a sociedade. Além disso, essas empresas têm o poder de ameaçar grandes corporações que dominam um segmento durante anos, fazendo com que elas também inovem para não perder o seu espaço no mercado.

Como as startups crescem?

Existem várias formas para impulsionar o crescimento das startups. Nesse caso, temos os  investidores-anjo, que representam pessoas físicas que investem tanto capital quanto conhecimento e experiência em projetos de startups em troca de uma participação na empresa. Também temos o Bootstrapping, que acontece quando o próprio dono do projeto investe dinheiro para o empreendimento funcionar.

Além disso, existem as incubadoras e as aceleradoras, a primeira ajuda na criação da startup por meio de recursos financeiros ou treinamentos. Já a segunda, investe em uma startup existente para que ela cresça no mercado. Nesse último caso, a aceleradora costuma ter uma participação acionária. Ainda temos o venture building, que acontece quando a startup conta com a ajuda de fábricas de startup ou startup studios, elas são semelhantes a um modelo de aceleração, mas, neste caso, existe intervenção na sua operação.

É importante mencionar que devido às características do nosso país, esses ecossistemas de apoio às startups ainda têm uma longa jornada pela frente para se tornarem efetivamente uma realidade para os novos empreendedores que buscam o  sucesso do seu negócio. Por isso, no início do empreendimento o que você mais precisa não são investidores, mas, sim, os clientes-anjo. 

Isso mesmo! Quando você sabe vender seus produtos e serviços, consegue encontrar bons clientes que paguem pelo funcionamento da empresa. Outra coisa, os clientes podem trazer investidores e o contrário nem sempre é verdade. Lembre-se de que a única forma rentável de alcançar o crescimento da empresa é por meio dos clientes.

Por que empreender em startups de tecnologia?

O mercado de tecnologia no Brasil está em constante crescimento, em especial, devido a facilidade de acesso às novas tecnologias, à cultura cada vez mais digital dos brasileiros e aos grandes avanços nas pesquisas e desenvolvimento de soluções nessa área. Além disso, as empresas estão passando por uma crescente transformação digital, que, por sua vez, foi acelerada pela pandemia do novo coronavírus.

Por isso, essas organizações precisam adaptar os seus processos internos por meio de tecnologia, para que eles se tornem mais eficientes e eficazes. Também existe a possibilidade de criar produtos e serviços que unem tecnologia e a inovação para atender as necessidades das empresas e dos consumidores.

Então, podemos concluir que a startup também é uma opção para os techpreendedores, pois é uma maneira de associar inovação com tecnologia. Essa associação pode produzir um negócio altamente escalável com grandes chances de impacto no mercado.

Gostou de conhecer mais sobre techpreendedorismo e startups? Então, não deixe de acompanhar as nossas Conversas de Techpreendedor, que acontecem todas às segundas-feiras, exceto feriados, às 20:20h. Nesses encontros você terá acesso a muitas informações relacionadas a operação, a gestão e a liderança de empresas de tecnologia. Venha conhecer o mundo do techpreendedorismo!

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